
Como se abrir para o Amor: Uma Jornada de Autoconhecimento para Encontrar o Amor
Nesta jornada, exploraremos a permissão para encontrar um novo amor e as crenças que moldam nossas vidas amorosas. Você pode estar em uma das situações: 'Não quero', 'Não estou pronta' ou 'Não dou certo no amor'. Vamos mergulhar no autoconhecimento, vulnerabilidade e na importância de cultivar nosso interior antes de compartilhar o amor. A busca pelo amor começa por conhecer a si mesmo e compartilhar genuinamente com alguém compatível. A felicidade contagia, e ao final, você estará mais preparada para se permitir o amor e contagiar sua vida com esse sentimento maravilhoso.

Há alguns dias fiz uma enquete nos stories perguntando sobre qual ponto vocês gostariam que eu comentasse dentro do tema “Rompimentos amorosos”. Quase metade dos votos foi para a opção “Como se abrir para um novo amor” 💖
Vamos iniciar uma breve jornada aqui rumo ao Amor.
E se você atravessa essa fase, eu te convido a iniciar essa jornada se perguntado se já existe permissão na sua vida para você encontrar um novo amor. Note que “não querer”, “não se sentir pronta” e “não dar certo no amor” são coisas bem diferentes. Vamos identificar o que de fato se passa com você?
Não quero: “Não tenho desejo tão forte de estar num relacionamento. No fundo, é mais fácil ficar sozinha.”
Não estou pronta: “Quero estar numa relação, mas ainda não trabalhei em mim outras questões. Ainda não estou pronta para me abrir para o Amor.”
Não dou certo no amor: “Quero e estou pronta para um novo amor, mas isso simplesmente não acontece. Parece que nenhum relacionamento dá certo pra mim.”
Cada uma dessas frases está relacionada a um conjunto de crenças pessoais (e familiares) que gera a realidade amorosa que você vive.
Em qual crença você está? Qual frase é a sua?
“Será que eu quero mesmo um novo amor?”
Esteja você vindo de uma relação que acabou recentemente, ou esteja você sozinha há algum tempo, você está agora num momento de pausa. Talvez você queira que essa pausa termine logo, mas antes de seguirmos, vamos analisar juntas se você realmente quer esse novo amor.
Quando pergunto se você quer, não pergunto racionalmente. Pergunto ao seu inconsciente, para aquela voz dentro de você que guia suas atitudes, suas crenças, suas emoções, mesmo quando o seu pensamento racional tenta te convencer que é ele que está no controle.
É essa voz que faz você fugir do Amor. E você pode fugir do Amor, mesmo estando num relacionamento. Talvez tenha algo em você que precise mais da sua atenção do que de uma nova vida ao lado de alguém.
Pra que você quer estar com alguém? Se a sua resposta indicar qualquer desconforto com a opção de ficar sozinha, talvez você não queira tanto assim um amor.
Principalmente nós mulheres vivemos uma sobrecarga cultural de expectativas para estar com alguém. Isso desde meninas – com as princesas dos contos de fadas apaixonadas pelo príncipe encantado – até à idade adulta, onde depois de certa idade se você não estiver com alguém, está encalhada e as pessoas te perguntam por que você ainda está sozinha. “Ainda?” Quando é o momento certo de não estar mais sozinha?
Particularmente, sempre achei a vida “sozinha” muito satisfatória. Tempo pra mim mesma, pra poder fazer minhas atividades preferidas sozinha, como ler, ver séries, viajar, ir ao cinema… Em que momento surge na mente de uma mulher a cobrança de “ainda estou sozinha”? O “ainda” sugere que algo esperado não aconteceu, passou da hora. Mas esperado por quem?
Enquanto você precisar estar com alguém para saciar o desconforto do “ainda sozinha”, essa possível relação não vai ter força. Porque a motivação dela vai ser na base errada. O que você quer, lá no fundo, não é o Amor, mas a libertação do desconforto de estar com você mesma: sozinha. Se é desconfortável ficar com sua própria companhia, por que você acha que outra pessoa se disporia a ficar com você? Provavelmente porque ela também se sente desconfortável com a própria companhia dela. Tem força essa relação? Duas pessoas fugindo de si mesmas e se refugiando no outro?
Se você se encontrou aqui, fica uma sugestão de estratégia: aprenda a ficar sozinha, sem que isso seja um castigo. Busque incansavelmente olhar para você mesma, descobrir o universo pessoal que você guarda, com a mesma curiosidade com que você faria isso com a pessoa amada. Quando nos apaixonamos, nossos olhos brilham só de pensar na pessoa amada. Direcione esse brilho pra você mesma um pouco.
O que tem aí dentro que você tanto foge? “Ah, eu tenho a autoestima baixa…” É porque você se conhece pouco. Sua vida tem milhares de histórias, experiências, pensamentos, emoções, sensações, habilidades, sonhos… você é um milagre da natureza, mas olha pouco pra isso. Tem algo que te convenceu que você não é tão boa assim, que tem algo de muito errado com você. Pode ter, sabia? Provavelmente tenha, porque é um ser humano.
Para poder estar com outro ser humano, você vai precisar estar verdadeiramente com você primeiro. Revisite a sua história de vida e use o autoconhecimento (tão comentado e tão pouco conhecido) como ferramenta para direcionar sua vida num reencontro com o Amor. É um processo contínuo. Você não precisa chegar no ponto final para estar com alguém. Você só precisa estar comprometida com você mesma. Você só precisa caminhar.
“Será que estou pronta para viver o Amor?”
Se você leu o parágrafo anterior, já consegue diferenciar um pouco se você foge do Amor. É basicamente esclarecer se você foge ou não de olhar para você mesma. O processo de autoconhecimento vai trazendo à tona muitas questões e a maioria delas, ao menos no início, não é tão bela assim. Mas você vai se conhecendo e percebendo os lugares em você que estão encobertos por dor, traumas, medo, abandono… E no meio de tantas vulnerabilidades, você se sente pronta para dividir a vida com outro alguém?
É possível vivenciar uma relação durante seu processo de autoconhecimento. Mas talvez esse processo te mostre verdades inconvenientes sobre a relação atual ou as relações que vem e vão nas suas tentativas. Qual motivação te leva a buscar o perfil de relações que você tem buscado? Se você vive se relacionando com amores rápidos, que não trazem continuidade ou te machucam, tem um padrão e talvez você precise reconsiderar o que você tem buscado no Amor. Você pode estar atraindo pessoas com quem você sabe que não vai dar certo com você, mas você insiste. Exemplos:
- Você está com aquela pessoa que você vê que não está tão interessada em você. Demora demais pra responder à mensagem e é você tem que ficar correndo atrás. Você não sente segurança psicológica nessa relação, mas faz grande parte do esforço para que dê certo. “Dessa vez, tem que dar certo!”, você diz pra você mesma. Dedicação é diferente de fazer esforço, certo? Que demonstração de interesse a outra pessoa está te dando? O quanto você dá espaço para perceber esse interesse (ou não) da outra pessoa? Se você está amando por dois, alguém não está amando. Você mesma não está se amando, e a outra pessoa reflete isso.
- Você entra num relacionamento com alguém bacana, mas você “estraga tudo”. Ciúme em excesso, necessidade de mudar no outro o que não te agrada, joguinhos de controle pra provar quem está no comando, medo de mostrar quem você realmente é… Note que talvez isso seja feito pela outra pessoa também. Quem está numa relação buscando constantemente motivos para brigar, não está tão pronta assim para estar com o outro.
Apenas dois modelos de relação me mostram que você pode estar insistindo num padrão que já te mostrou que não dá certo. E mesmo que se trate do comportamento do outro, é você que procura ou se mantem ao lado dessa pessoa. E você só tem possibilidade de ação dentro da sua vida, não do outro. Se existe algum pedacinho aí de você que ainda acha que o outro é responsável por como você se sente, então talvez você devesse repensar o que você está esperando do outro.
Talvez você busque repetir um padrão que você recebeu na sua família, ou até fazer o oposto do que você ouviu dos seus pais. Talvez um primeiro amor conturbado, tenha deixado marcas em você. Talvez um trauma mais indireto a essa questão, esteja nublando a sua percepção do que é o Amor. Inúmeras situações como abandono de um dos pais, morte na família, histórico de alcoolismo, abusos, falência, sensação de rejeição… Algo pode ter sido vivenciado com tamanha dor, por você ou por outro membro da sua família, que pode ter gerado uma crença em você, que se reflete no que você busca agora como amor.
Você já está no processo, não se preocupe e nem pare agora. Apenas se pergunte o que em você determina a sua compreensão de amor? Você sente que recebeu o suficiente? Sente-se em dívida ou culpada por algo? Não tem vergonha alguma em admitir pra você mesma que talvez ainda não esteja tão preparada assim para viver o Amor. Se tem bagunça emocional guardada aí, vamos olhar e arrumar. A boa notícia é que o Amor está logo ali, esperando pra que você faça o que precisa ser feito pra você mesma. O Amor é paciente, seja você também paciente com você mesma. Apenas siga, aprofunde… você não está sozinha.
“Por que o Amor não vem?”
Se você seguiu o caminho de autoconhecimento dos parágrafos anteriores, agora você se vê realmente no caminho para o Amor. Você já revisitou os quartos escuros da sua memória e já está trabalhando em você o que precisa para se ver com mais Amor. Mas agora se pergunta por que a pessoa certa pra você não apareceu ainda.
Conhece aquela ideia de “Plante flores ao invés de correr atrás das borboletas”?
Você está cultivando o seu jardim interno. Havia provavelmente ervas daninhas ali que precisavam ser retiradas. Assim como sementes em um canteiro vão trazer flores novas, você também pode buscar novas sementes para o seu jardim.
Você viu e vê durante o seu processo que existem muitas coisas com as quais você precisa lidar. Sua vida amorosa é uma parte da sua vida que se entrelaça com outra pessoa. Portanto você vai compartilhar com ela muito do que você é. Se você só enxerga as suas dores, não vai se sentir merecedora de viver um Amor. Aqui eu entro com um conceito que eu particularmente adoro e que aprendi com os livros da autora Brené Brown: o poder da vulnerabilidade.
O autoconhecimento inclui olhar para as partes suas que você não se orgulha tanto de mostrar. Você se aceitar já é difícil, o que dirá permitir que pessoas vejam você. Não qualquer pessoa. Existe um limite saudável onde eu acredito que seja indispensável deixar algumas pessoas selecionadas entrarem. Algumas pessoas, em que você confia o suficiente pra não precisar usar uma máscara com elas, pois sabe que será amada e aceita por quem você é. Essas pessoas não vão usar suas dores pra te manipular, pelo contrário, vão ter a oportunidade de te conhecer melhor para que vocês tenham uma convivência mais valiosa. E elas também terão segurança emocional para serem elas mesmas com você. Você se sentirá mais segura para viver a vida como você escolheu viver e juntos podem viver isso, rumo ao mais.
Se a pessoa que você busca para viver um relacionamento não é uma dessas pessoas que podem entrar no seu limite de segurança emocional, o que ele ou ela vai fazer na sua vida? Dá trabalho demais não ser inteira numa relação tão próxima. E é até arriscado, pois você pode comprometer todo o trabalho interior que fez até aqui, tentando não se mostrar como um ser vulnerável. Ser vulnerável não é ser fraca, é bancar suficientemente a sua jornada a ponto de admirar sua própria força. Ser humano é ser vulnerável, estamos condicionados a isso de uma forma ou de outra. Mas com quem você quer compartilhar suas vulnerabilidades?
Encontre alguém com quem você possa mostrar suas dores sem medo de ser julgada e alguém que também não te trate como uma coitadinha. Afinal você não é uma vítima, você é a protagonista, certo?
Não permita que ninguém diminua o poder do seu desenvolvimento. Também não use o autoconhecimento como desculpa para se esconder do outro.
Eu acredito que estamos aqui para interagir, para viver com as pessoas. Não precisamos estar prontas, porque esse ponto não faz sentido. Para vivermos uma relação verdadeira com o outro, precisamos estar dispostas a viver nossa história, nos lapidarmos e compartilhar com o mundo o que temos de bom a oferecer e também a receber. Foque em você! E aí sim no seu caminho você vai poder reconhecer alguém com os mesmos objetivos que você.
Gente feliz contagia!
Deixe-se contagiar e contagie também!